Nas décadas de 60 e 70, sociólogos ilustres interpretam e formulam a teoria da sociedade Pós-industrial, que se divide em três correntes. Daniel Bell, sociólogo, foi o mais conhecido divulgador dessa sociedade diferente da sociedade Industrial, a teoria do Pós-Industrialismo.Um ambiente de indagação crítica ganhava espaço, atividades intelectuais, reflexões esclarecedoras, projetos multinacionais eruditos e um toque de autopromoção tomavam o espírito empreendedor e alimentavam a sociedade. Boatos e rótulos como “a multidão solitária”, “a sociedade afluente”, “a sociedade tecnológica”, “os persuasores ocultos” e “a elite do poder”, pautavam a realidade através de conferências, livros e programas de TV. Pregava-se também os valores vitorianos de esforço pessoal. Mediante os previstos declínio da economia e desindustrialização, debatia-se sobre os limites do crescimento, a contenção, a não exploração industrial e pedia-se o abandono do planejamento central e da intervenção do Estado. O espírito de crise e a previsão de tensões e conflitos substituiram o otimismo.
Na segunda corrente da Teoria Pós-Industrial, Daniel expôs sua tese da nova “sociedade da informação”, na qual o conhecimento teórico não seria o mais importante para a sociedade do futuro. Explicava-se que a sociedade é hoje definida e rotulada por seus métodos de acessar, processar e distribuir informação. Tal, pensamento ajusta-se à tradição do pensamento ocidental, mantendo a fé no Iluminismo, na racionalidade e no progresso, relacionando o conhecimento à mudanças sociais radicais, à libertação e eficiência, conforme o pensamento positivista.
Os marxistas denunciam o nova sociedade como uma demonstração da fase final da ideologia burguesa, e a reformulam sob a bandeira do Pós-Fordismo. Ainda considerando-se o capitalismo como motor de mudança, as mudanças pós-industriais constituem um rompimento tão radical com os padrões anteriores, que os marxistas sentem-se abalados por estarem obrigados a revisar a teoria marxista e a falar de nossa época como “novos tempos” ou “segundo divisor de águas industrial”.
A terceira corrente é a teoria da sociedade “Pós-Moderna”, que é a mais abrangente abraçando mudanças culturais, políticas e econômicas. O ecletismo é a característica principal do mundo moderno, que tem sua teoria dotada de referências mais confusas.
Por fim, a maior parte da literatura sobre a teoria Pós-Industrial é negativa, pouco disposta à reconhecimentos e cega à opiniões. Os críticos marxistas, em particular, parecem perversamente insensíveis à indagação intelectual acerca do tema.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário