sábado, 20 de dezembro de 2008

SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO

Acredito ser impossível falar sobre as possibilidades de reversão das desigualdades sociais através do sistema escolar, sem antes questionar o sistema capitalista pós-industrial, que por si só, já é excludente.
O capitalismo se consolidou a partir da Revolução Francesa, que tinha como princípios a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Porém, onde estão esses mesmos princípios em um sistema político, econômico e social que, além de acirrar a luta de classes se mantêm fundamentado em relações de trabalho baseadas na exploração?
Infelizmente, vivemos em uma sociedade capitalista pós-industrial, que mantém a idéia da "meritocracia", que leva o indivíduo a passar por experiências de exclusão em diversas instâncias, desde a infância. Esse processo de destruição se si mesmo, de baixa auto-estima, e conseqüentemente de exclusão social, pode não ter fim, "é exclusão da terra, do emprego, do salário, da educação, da economia, da vida, e da cidadania. Quando uma pessoa chega a ter fome é porque tudo o mais já lhe foi negado". (Herbert de Souza).

A "sociedade da informação", chegou com ares de inclusão, mas na verdade isso é um um processo ilusório, pois essa mesma sociedade se comporta conforme as leis do mercado e do lucro, incluindo e excluindo de acordo com estas leis. Esse quadro é preocupante, pois agora além do letramento, a tecnologia pode ser usada, ou não, para reproduzir as desigualdades sociais e conseqüentemente manter diversas formas de preconceitos e exclusões.
Mas penso que diante de tantos desafios, temos também possibilidades... Somos cada um de nós, responsáveis por nossas atitudes e se faz cada vez mais urgente que elas sejam tomadas de forma consciente para mudar esse cruel quadro social. " Combater essa lógica é fazer da escola um espaço de resistência, um espaço de questionamento". A partir da informação, podemos ampliar as possibilidades da palavra aprender, e este aprender, desde que subordinado às necessidades do homem, pode realmente mudar o mundo, como já fez tantas vezes". (Vladimir de Paula Brito).
Sendo assim caros colegas, nós enquanto estudantes da educação, e futuros pedagogos devemos refletir sobre o importante papel da escola como mecanismo de inclusão social. Mas principalmente devemos refletir sobre nossas próprias atitudes... Tenho certeza que podemos fazer muita diferença.


"Gosto de ser gente porque, mesmo sabendo que as condições materias, econômicas, sociais, políticas e ideológicas em que nos achamos geram quase sempre barreiras de difícil superação para o cumprimento de nossa tarefa histórica de mudar o mundo, sei também que os obstáculos não se eternizam."(Paulo Freire)


Pensem nisso!
Abraços.

Giovana Delgado

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

INVESTIGAÇÃO SOBRE A NATUREZA E AS CAUSAS DA RIQUEZA DAS NAÇÕES

Segundo Adam Smith, a riqueza de uma nação é baseada no trabalho. A divisão do trabalho é a grande causa do aumento da capacidade produtiva de um país.
A partir do momento em que a sociedade se complexifica com o desenvolvimento da agricultura, o sistema de propriedade privada e principalmente com a indústria (que mais desenvolveu a divisão do trabalho), criou-se uma imensa gama de funções e atribuições diferenciadas: “o crescente desenvolvimento da produtividade do trabalho, e o aumento do engenho, destreza e discernimento ao qual está ligado, parece ter sido provocado pela divisão do trabalho”.
É geralmente suposto que a divisão do trabalho é mais desenvolvida nas atividades menos importantes; porém, isto não quer dizer que nas indústrias de maior envergadura não seja maior a divisão do trabalho·
O aumento da produtividade está intimamente ligado à divisão do trabalho. Este aumento deve-se a três circunstâncias: “primeiro, ao aumento da destreza de cada trabalhador; segundo, à economia de tempo, que antes era perdido ao passar de uma operação para outra, terceiro, à invenção de um grande número de máquinas que facilitam o trabalho e reduzem o tempo indispensável para realizá-lo, permitindo a um só homem fazer o trabalho de muitos”.
Ainda segundo Smith, a divisão do trabalho não foi pensada intencionalmente pelo homem com o propósito de gerar riquezas. Ela “foi a conseqüência necessária, se bem que lenta e gradual, de uma determinada tendência da natureza humana que tem como objetivo uma utilidade menos extensiva: a tendência para negociar e trocar uma coisa por outra”. Se não existisse a tendência natural para trocar e comprar, cada indivíduo seria obrigado a produzir todas as coisas necessárias e úteis para sua sobrevivência. Sendo assim, todos teriam os mesmos deveres e realizariam o mesmo trabalho, e nessas condições, nunca poderia existir diferença entre as ocupações, que por si, só dá origem à diversidade de aptidões. Portanto a divisão do trabalho favoreceu o aprimoramento do talento e habilidade individual para um dado tipo de atividade, o que conseqüentemente torna cada indivíduo especialista em um determinado assunto.

Bibliografia:
SMITH, Adam. Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações. David Ricardo; traduções de Conceição Jardim Maria do Carmo Cary, Eduardo Lúcio Nogueira, Rolf Kuntz. – 2. Ed. – São Paulo: Abril Cultural, 1979.

domingo, 14 de dezembro de 2008

DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL

Texto: DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL

Introdução

O problema

No fim do século passado, as sociedades começaram a ter consciência da lei da divisão do trabalho. O pensador Adam Smith foi o primeiro a tentar teorizar essa lei. Hoje em dia, a indústria moderna, vai mais para o agrupamento de forças e capitais e para a extrema divisão do trabalho. Adam Smith esperava que pelo menos a agricultura continuasse como pequena propriedade. Mas não, agricultura e comércio aderiram às empresas industriais.
Não é só no mundo econômico que existe divisão do trabalho, há uma influência nas regiões mais diferentes da sociedade. Funções administrativas, judiciárias, artísticas e científicas se especializam. A filosofia não é mais uma ciência única, ela ampliou-se em disciplinas especiais. Alguns cientistas ilustres se dedicaram nos últimos dois séculos às ciências, como por exemplo: Newton, Leibniz e De Candolle.
A filosofia biológica, nos mostra, na divisão do trabalho, que um organismo ocupa uma posição mais elevada na escola animal quanto mais as suas funções forem especializadas. Isso fez com que estendesse o campo de ação da divisão do trabalho e recuasse suas origens à um passado remoto.
Parece que querem tornar a divisão do trabalho uma regra imperativa de conduta e impô-la como um dever. Há um estado de distanciamento e de indeterminação como algo anti-social. O importante nesse momento é a soma dos serviços prestados e a nossa capacidade de prestarmos outros mais. Diante disso, a educação adquire um caráter especial. É necessário que nossas crianças tenham formação de maneira diferente. Elas não precisam ter acesso a uma cultura uniforme. Mas a opinião pública define uma regra para a divisão do trabalho. Manda os homens se especializarem, mas não querem que eles se especializem demais. Não se pode recorrer ao método dos moralistas, que colocam uma fórmula geral. Não temos um resumo das características essenciais que as regras morais apresentam de fato em determinada sociedade. Mas revelam a maneira como o moralista representa a moral, não sendo uma expressão adequada dessa realidade. Essas deduções devem ser afastadas pois vem com impressões pessoais e sentimentos preconcebidos.
Para investigar a divisão do trabalho é necessário saber qual a sua função e qual a real necessidade social. Depois determinar as causas e condições de que depende. E por fim classificar as principais formas anormais que ela apresenta. Para chegar ao objetivo da divisão do trabalho é preciso tratá-la como um fato objetivo. Depois observar e comparar os resultados. Não bastando apenas o conteúdo da idéia ser desenvolvido.

Divisão social do trabalho X Divisão técnica do trabalho
A partir das profissões Cada um com uma função

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Da sociedade Pós-Industrial à Pós-Moderna

Nas décadas de 60 e 70, sociólogos ilustres interpretam e formulam a teoria da sociedade Pós-industrial, que se divide em três correntes. Daniel Bell, sociólogo, foi o mais conhecido divulgador dessa sociedade diferente da sociedade Industrial, a teoria do Pós-Industrialismo.Um ambiente de indagação crítica ganhava espaço, atividades intelectuais, reflexões esclarecedoras, projetos multinacionais eruditos e um toque de autopromoção tomavam o espírito empreendedor e alimentavam a sociedade. Boatos e rótulos como “a multidão solitária”, “a sociedade afluente”, “a sociedade tecnológica”, “os persuasores ocultos” e “a elite do poder”, pautavam a realidade através de conferências, livros e programas de TV. Pregava-se também os valores vitorianos de esforço pessoal. Mediante os previstos declínio da economia e desindustrialização, debatia-se sobre os limites do crescimento, a contenção, a não exploração industrial e pedia-se o abandono do planejamento central e da intervenção do Estado. O espírito de crise e a previsão de tensões e conflitos substituiram o otimismo.
Na segunda corrente da Teoria Pós-Industrial, Daniel expôs sua tese da nova “sociedade da informação”, na qual o conhecimento teórico não seria o mais importante para a sociedade do futuro. Explicava-se que a sociedade é hoje definida e rotulada por seus métodos de acessar, processar e distribuir informação. Tal, pensamento ajusta-se à tradição do pensamento ocidental, mantendo a fé no Iluminismo, na racionalidade e no progresso, relacionando o conhecimento à mudanças sociais radicais, à libertação e eficiência, conforme o pensamento positivista.
Os marxistas denunciam o nova sociedade como uma demonstração da fase final da ideologia burguesa, e a reformulam sob a bandeira do Pós-Fordismo. Ainda considerando-se o capitalismo como motor de mudança, as mudanças pós-industriais constituem um rompimento tão radical com os padrões anteriores, que os marxistas sentem-se abalados por estarem obrigados a revisar a teoria marxista e a falar de nossa época como “novos tempos” ou “segundo divisor de águas industrial”.
A terceira corrente é a teoria da sociedade “Pós-Moderna”, que é a mais abrangente abraçando mudanças culturais, políticas e econômicas. O ecletismo é a característica principal do mundo moderno, que tem sua teoria dotada de referências mais confusas.
Por fim, a maior parte da literatura sobre a teoria Pós-Industrial é negativa, pouco disposta à reconhecimentos e cega à opiniões. Os críticos marxistas, em particular, parecem perversamente insensíveis à indagação intelectual acerca do tema.

Pedagogia para o terceiro milênio

Somos um grupo de estudantes de pedagogia, a marginalizada ciência da educação, muitas vezes depreciada pelos componentes de uma cultura que não prezam o ato de educar. Aquele que em meio a uma sociedade urbanizada e estruturada em torno da lógica consumista não se apercebe da necessidade da educação voltada para a conscientização das massas, quanto as questões políticas, econômicas, sociais e ecológicas, não presta nenhum serviço às futuras gerações. Estamos aqui para destoar do pensamento capitalista liberal e opressor que visa manter uma ideologia massacradora das classes desfavorecidas de uma sociedade decadente. Visamos aqui discutir com a classe métodos e novas abordagens, mostrando propostas para a transformação do terceiro milênio.
COMPONENTES DO NFIIE: Adélia Nazário, Adriana Adelina, Anna Carolina Monique, Cristiana Elisia, Daniel Miranda, Giovana Delgado, José Luiz Gonzaga.